Maceió (pronuncia-se AFI: [masejˈjɔ]) é um município brasileiro, capital do estado de Alagoas, situado na microrregião homônima e mesorregião do Leste Alagoano, Região Nordeste do país. Ocupa uma área de 510,655 km², estando distante 2 013 quilômetros de Brasília, capital federal. É o município mais populoso de Alagoas, e sua população em 2014, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 1 005 319 habitantes, sendo a décima quarta capital brasileira a ultrapassar a marca de um milhão de habitantes residentes, e a quinta do Nordeste. Integra, com outros dez municípios alagoanos, a Região Metropolitana de Maceió, totalizando cerca de 1 160 393 habitantes em 2007 , sendo o mais populoso de Alagoas, o 17º de todo o país e o 73º do continente americano.
A cidade tem uma temperatura média anual de 25 a 29 graus centígrados. Na vegetação original do município, pode-se observar a presença de herbáceas (gramíneas) e arbustivas (poucas árvores e espaçadas). Com uma taxa de urbanização da ordem de 99,75 por cento, seu Índice de Desenvolvimento Humano é de 0,735, considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o primeiro do estado.
Faz divisa com cidades como Rio Largo,  Satuba, Marechal Deodoro, Paripuera entre outras às quais é ligada  pelas BR-101,    BR-104, BR-316 e AL 101, Maceió é a principal cidade do estado e, atualmente, vive um intenso crescimento econômico e de infra-estrutura, sendo uma cidade considerada capital regional A, segundo a hierarquia urbana do Brasil. É o maior produtor brasileiro de sal-gema. Seu setor industrial diversificado é composto de indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias. Possui agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo. Possui o maior produto interno bruto do estado, 9 143 488 000 reais: o 41º maior do país.
As festividades realizadas na cidade anualmente atraem uma enorme quantidade de turistas. Podem ser citados o Maceió Forró e Folia, Maceió Music Festival e o extinto evento carnavalesco Maceió Fest , além de suas festas de natal e réveillons como o Réveillon Absoluto e Réveillon Celebration. Conta com importantes monumentos, museus, como o Museu Palácio Floriano Peixoto, o Museu Théo Brandão, o Teatro Deodoro. Foi desmembrada em 1839 da antiga Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, atual cidade de Marechal Deodoro. Sempre conhecida como "Cidade-Sorriso" e "Paraíso das Águas", hoje é considerada como o "Caribe Brasileiro", devido às suas belezas naturais, que atraem turistas de todo o mundo.

História

Período pré-colonial
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região da atual cidade de Maceió foram expulsos para o interior do continente por povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era ocupada por um desses povos tupis: o dos caetés .

Período colonial
No século XVII, início da colonização portuguesa, navios portugueses atracavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, local em que eram carregadas madeiras das florestas litorâneas. O porto também serviu, mais tarde, para o embarque de açúcar produzido pelos engenhos locais.

Antes de sua fundação em
1609, Manoel Antônio Duro morou onde hoje é o bairro de Pajuçara, recebendo, do alcaide-mor de Santa Maria Madalena, Diego Soares, uma sesmaria.
Mais tarde, em 1673, as terras mudaram de dono. O rei de Portugal determinou, ao Visconde de Barbacena, a construção de um forte no bairro do Jaraguá. Com isso, houve um grande desenvolvimento na região e o pequeno povoado recebeu uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, hoje padroeira da cidade.
A vila de Maceió foi desmembrada no dia 5 de dezembro de 1815 da então Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, ou simplesmente Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Em 9 de dezembro de 1839, deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, sendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves.
Após a vila ser agraciada com o simbólico ato de transferência do baú do Tesouro da Província, cuja iniciativa partiu do ouvidor Batalha, dado o contínuo processo de desenvolvimento do local, Maceió veio a se tornar a capital da Província das Alagoas, especificamente em 9 de dezembro de 1839, mediante a edição da Resolução Legislativa nº 11:
A
gostinho da Silva Neves, presidente da Província das Alagoas:
"
Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Provincial Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte resolução: Art. único: - Fica ereta em cidade e capital da Província a Vila de Maceió, que será dora em diante a Sede do Governo, Assembléia e tesouraria Provincial, ficando o mesmo governo autorizado a despender a quantia necessária com o aluguel dos edifícios para as ditas repartições. Ficam revogadas todas as leis e disposições em contrário. Mando, portanto, a todas as autoridades e quem o conhecimento e execução da referida resolução pertencer, que a cumpram, e façam cumprir, tão inteiramente como nela se contém. O secretário desta Província faça imprimir, publicar e correr. Palácio do Governo das Alagoas, 9 de dezembro de 1839. 18º da Independência e do Império. Agostinho da Silva Neves".
Com a emancipação política de Alagoas, o novo governador da capitania, Sebastião de Melo e Póvoas, iniciou a transferência da capital para a cidade de Maceió, mas houve resistência dos homens da câmara e homens públicos. No dia 16 de dezembro de 1839, expedições militares dos estados de Pernambuco e Bahia foram para Maceió para garantir a ordem e para a transferência do governo para a cidade.
Mas, com a mudança da capital, Maceió foi invadida no dia 4 de outubro de 1844 por tropas guerrilheiras comandadas por José Thomaz da Costa, pelo padre Calheiros e pelo advogado Lúcio, da Vila do Norte. Sousa Franco, então presidente da província, contra-atacou com tropas da nova capital. No dia 5 de outubro de 1844, outras tropas atacaram a capital. As tropas guerrilheiras invadiram as ruas da cidade e fizeram exigências ao presidente, que não aceitou as reivindicações. O contra-ataque fez com que as tropas invasoras recuassem. O recuo das tropas cabanas fez com que Vicente de Paula assumisse o comando das tropas cabanas. Novos contingentes de cabanos voltaram a atacar Maceió no dia 21 de outubro de 1844 às 7:00. As tropas invadiram o consulado britânico e prendem o vice-cônsul Diogo Burnett. O ataque teve repercussão até na capital do império.
O escândalo da invasão do consulado fez com que o major Sérgio Tertuliano viesse de Pernambuco para reforçar as defesas de Maceió. Um relatório do major sobre o conflito foi feito. Ele mostrou o pânico da população e o bloqueio das entradas da cidade. Um novo contra-ataque fez com que as tropas cabanas fossem derrotadas e que os principais líderes cabanos fossem mortos.
15

Período imperial
Armas do Marquês de Maceió, as mesmas das famílias Sousa Chichorro e Coutinho
Maceió foi visitada em 1859 pelo imperador dom Pedro II, que, inclusive, participou de festas na capital antes de seguir viagem para outras cidades.
O único marquês de Maceió foi Francisco Afonso Meneses Sousa Coutinho, nasceu em Turim, 2 de fevereiro de
1796, foi um militar da marinha de Portugal que, aderindo à independência do Brasil, fora promovido a capitão de fragata. Alcançou a patente de tenente-coronel, passando a ministro da pasta da Marinha em 1827.
Filho de dom Rodrigo Domingos de Sousa Coutinho, 1.° conde de Linhares, e de Gabriella Maria Ignazia Asinari dei Marchesi di San Marzano. Irmão de D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, 2.º conde de Linhares. Casou-se com Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, filha de José Fernando Carneiro Leão, barão de Vila Nova de São José. Não houve descendência.
Grande do Império, exercia a função de veador na corte imperial. Era cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Ordem da Torre e Espada, e comendador da Imperial Ordem de Cristo. Recebeu o viscondado com grandeza por decreto de 12 de outubro de 1824 e o marquesado por decreto de 12 de outubro de 1826, em 14 de agosto de 1834 Dom Francisco faleceu em Paris.

Quebra do Xangô
Ocorreu no dia 1 de fevereiro de
1912. A Quebra do Xangô também possui outros nomes, como "Dia do Quebra" e "Quebra-quebra". Muitos historiadores e estudiosos preferem chamá-la de "Quebra de 1912". Consistiu na destruição de todas as casas de culto afro-brasileiro existentes na capital. As referências historiográficas sobre o fato estão nos artigos publicados na sessão Bruxaria, de Oséas Rosas, no já extinto Jornal de Alagoas. Terreiros foram invadidos e objetos sagrados foram retirados e queimados em praça pública; pais e mães de santo foram espancados publicamente.
A capital era considerada papel preponderante da Igreja católica na formação do território alagoano, não se sabe ao certo o número de terreiros destruídos, pessoas assassinadas ou os responsáveis pelo fato. O movimento foi insuflado pela Liga dos Republicanos Combatentes que era uma entidade civil que cometia atos ilegais como invasão a casas oficiais, tiroteios, intimidações.

Século XX
O século XX trouxe o turismo como a principal fonte de renda de todo o município. A cidade possui belas praias de águas cristalinas e repletas de coqueiros, lagunas, uma rica gastronomia, numerosos monumentos e edifícios culturais, a amabilidade de sua gente e sua boa infraestrutura, entre outros. Na década de 1930, chamou a atenção pelo grande movimento literário com a participação de José Lins do Rego,
Raquel de Queirós, Graciliano Ramos entre outros. Depois disso Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político, iniciando uma nova fase no comércio e a industrialização.
Na década de 1950, foi construído, na praia da Pajuçara, o Iate Clube Pajussara, um clube de recreio e de treinamentos náuticos. Um dos sócios-fundadores deste clube foi um dos mais renomados professores do estado, Odorico Maciel. Nele, os alagoanos faziam bailes de formatura, bailes carnavalescos e diversas festas e encontros da elite alagoana. Um dos pontos turísticos mais conhecidos de Maceió estava localizado na praia de Ponta Verde, o Gogó da Ema, um coqueiro que nasceu torto à beira-mar, na curva da praia, e tinha a forma do pescoço de uma ema, o que lhe dava uma característica especial e que servia de inspiração para diversos fotógrafos e desenhistas; foi derrubado pelo avanço do mar na década de 1960.Era o local dos encontros entre namorados nas décadas de 1950 e 1960. Hoje no local existe um clube, o
Alagoas Iate Clube, ponto de divisão entre as praias da Ponta Verde e dos Sete Coqueiros.
O fato estava ligado a um momento em que a oposição, liderada por Fernandes Lima, tenta derrubar do poder da estabelecida e consolidada Oligarquia Malta.

Atualmente
A cidade de Maceió foi escolhida por um júri internacional como a Capital Americana da Cultura de 2002 entre dez finalistas, sendo a primeira do Brasil a ganhar este título.
O município sofreu uma onda de violência, causando terror entre a população, no dia 14 de dezembro de 2011. Arrastões, que mais tarde foram dados como boatos pela polícia e o governo do estado, assassinato de comerciantes e o incêndio de quatro ônibus partiram dos presídios onde estão presas facções do Primeiro Comando da Capital, como afirmou o governador Teotônio Vilela Filho.
O suposto arrastão no Centro de Maceió às 11 horas do dia 18 de dezembro de
2011 fez com que lojas fechassem as portas na semana de natal. Segundo a população, cerca de 15 homens armados circularam pelo comércio promovendo assaltos, tendo até atirado em direção a lojas. Após o tumulto, mais de 40 militares iniciaram buscas a criminosos, mas nada foi encontrado. Em nota divulgada às 13:41, a Associação Aliança Comercial de Maceió negou o arrastão no Centro de Maceió
Com isso, a cidade sofreu perdas de 10 por cento nas vendas na semana de natal. A Associação Aliança Comercial de Maceió fez uma reunião com o governador do estado para resolver o problema da violência.
Mais tarde, a Secretaria de Estado da Defesa Social entregou um helicóptero à Polícia Militar de Alagoas para realizar patrulhamento aéreo em toda a cidade. Diversos presos foram transferidos para presídios dos estados vizinhos. Os órgãos de segurança pública do estado já planejam medidas para combater os altos índices de violência na cidade e no estado.

Geografia
Por centenas de anos, formaram-se terrenos alagados, devido ao acúmulo de sedimentos oriundos dos rios Mundaú e Paraíba do Meio. O mar também contribuiu com sedimentos, fechando as fozes dos respectivos rios, formando assim o que hoje conhecemos por Lagoas Mundaú e Manguaba, um dos maiores complexos estuarinos do Brasil.
Foi sobre esses alagadiços e restingas que a cidade de Maceió cresceu. Dois
bairros da capital abrigam pouco menos da metade da população, são eles: Benedito Bentes e Jacintinho, ambos com 200 mil habitantes cada. O Jacintinho é um bairro próximo ao centro da cidade, cercado por grotas e, apesar de ser vizinho da área mais valorizada da cidade, possui habitantes com baixa renda em sua maior parte. Já o Benedito Bentes é um conjunto habitacional criado há mais de vinte anos que, atualmente, abriga muitos outros conjuntos ao seu redor, que juntos às favelas e grotas formam o bairro. Já tramitou na Câmara Municipal de Maceió uma proposta para o desmembramento do Benedito Bentes de Maceió, transformando-o em uma nova cidade, porém, sem sucesso. Maceió possui sete Regiões Administrativas.
Situa-se na faixa costeira do Nordeste oriental, inserida nos domínios da Mata Atlântica. Estende-se por uma área de aproximadamente 500 km², dos quais 212 km² compõem sua área urbana.
Sua altimetria varia entre 0 metro ao nível do mar e 20 metros na planície litorânea, passando a entre 20 e 180 metros nas encostas e nos topos dos tabuleiros e 300 metros no topo da Serra da Saudinha, no extremo norte do município.
Maceió possui um arquipélago formado por nove ilhas sendo elas Irineu, Almirante, Bora Bora, Fogo, Um Coqueiro Só, Santa Rita, Santa Marta, Cabras, Andorinhas, umas das quais funciona um complexo hoteleiro, que são uma das grandes atrações turísticas maceioenses. Essas ilhas foram formadas por sedimentos deixados pelo Rio Mundaú e Rio Paraíba do Meio, que se acumularam, formando o arquipélago.

Clima
Maceió apresenta clima quente e úmido, que segundo a classificação climática de Köppen corresponde ao tipo As', caracterizando por apresentar-se sem grandes diferenciações térmicas e precipitação concentrada no outono e inverno. As temperaturas médias mensais oscilam em torno de 25,1 °C. A máxima mensal atinge 29,9 °C e a mínima 20,8 °C, apresentando uma amplitude térmica anual de 9 °C. A umidade relativa do ar é, em média, de 80,5 por cento, sendo julho o mês mais úmido e novembro o mais seco. O índice pluviométrico é sempre superior a 1 410 milímetros por ano.

Maceió tem grandes reservas de água potável e um possui clima tropical. Por mais que tenha um clima quente e úmido, as mínimas, no inverno, podem chegar aos 16°C. Devido aos ventos, a sensação térmica pode ser ainda menor.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1961 e 2013, a menor temperatura já registrada em Maceió foi de 11,3 °C em 16 de junho de 1980,
25 e a maior atingiu 38,4 °C em 25 de novembro de 2005.26 Os dez maiores acumulados de chuva registrados em 24 horas foram de 187,8 milímetros em 5 de junho de 2010, 180,7 milímetros em 1º de junho de 2004, 155,2 milímetros em 27 de maio de 2009, 149,7 milímetros em 2 de maio de 1977, 148,8 milímetros em 2 de março de 2009, 145,2 milímetros em 3 de julho de 2013, 143,5 milímetros em 10 de junho de 2009, 142,7 milímetros em 28 de junho de 2010, 141,5 milímetros em 1º de agosto de 2000 e 139,6 milímetros em 16 de maio de 2006.24 O maior volume de chuva mensal foi de 788,5 milímetros em maio de 2009.27

Dados climatológicos para Maceió Descrição: Weather-rain-thunderstorm.svg

Mês

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Ano

Temperatura máxima registrada (°C)

34,8

34,9

35

35,3

36,4

31,8

31,1

30,7

31,9

34,6

38,4

35,4

38,4

Temperatura máxima média (°C)

30,2

30,4

30,2

29,6

28,5

27,6

27

27,1

27,8

29

29,9

30

28,9

Temperatura média (°C)

26,5

26,5

25,4

26

25,2

24,3

23,6

23,6

24,3

25,3

25,9

26,2

24,8

Temperatura mínima média (°C)

22,4

22,6

22,7

22,5

22

21,3

20,5

20,2

20,7

21,2

21,6

22

21,6

Temperatura mínima registrada (°C)

17,9

17,8

16,4

18

17

11,3

15

15

15,8

17

17,4

17,9

11,3

Chuva (mm)

78,1

88,3

194,5

268,8

382,2

331,9

273,7

155,2

130,3

73,5

31,7

62,5

2 070,5

Dias com chuva (≥ 1 mm)

10

11

17

19

22

24

23

19

15

10

6

9

185

Umidade relativa (%)

75,4

76,6

78,3

81,5

82,6

82,4

82,1

79,5

77,2

76

74,7

75,8

78,5

Horas de sol

254,2

225,7

203

196,8

191,8

178,6

176

205,2

204,6

252,4

274,7

264,2

2 627,2

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas de 1961 a 1990;recordes de temperatura de 1961 a 2013).26 25

Vegetação
Maceió apresenta vegetação herbácea (gramíneas) e arbustiva (poucas árvores e espaçadas). Além destas, Maceió possui também a Mata Atlântica. Essas vegetações estão associadas a um sistema regulado de chuvas.
A vegetação natural encontra-se bastante degradada em algumas áreas isoladas dos tabuleiros costeiros e principalmente nas encostas. Ocorrem remanescentes de floresta ombrófila secundária (mata atlântica) e descaracterizada (macega-capoeira). No baixo curso dos rios ocorrem formações pioneiras aluviais e na sua foz, a influência da maré alta dá origem a formações fluviomarinhas (mangues).
A cidade possui um parque municipal de 80 hectares, localizado entre os bairros de Bebedouro e Tabuleiro do Martins. Na área encontram-se plantas típicas da Mata Atlântica e nascentes de várias correntes de água. É aberto à visitação ao público.

Meio ambiente
Maceió é uma cidade relativamente arborizada, possuindo áreas com muitas e com poucas árvores. As áreas mais arborizadas da capital são:
Orlas de Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara
Durante todo esse espaço há muitos coqueiros, principalmente na Ponta Verde, onde há um canteiro central com cerca de 1 km de extensão e centenas de coqueiros, e na Pajuçara, onde com a reurbanização da orla, foram plantas mais árvores, como o
Oiti e coqueiros.

Ao redor das avenidas mais movimentadas da cidade

Para pelo menos diminuir a intensa poluição causada pelos automóveis, a prefeitura plantou mais árvores como ipê rosa, ipê amarelo, espirradeira, buganvila e outras espécies. Pode-se observar isso nas principais avenidas com canteiros centrais, a exemplo da Avenida Fernandes Lima / Durval de Góes Monteiro, que corta praticamente toda a cidade, Avenida Álvaro Calheiros, Avenida Doutor Antônio Gomes de Barros, Avenida Sandoval Arroxelas, Avenida Senador Rui Palmeira.

Nas principais praças da cidade

Na maioria das praças da capital há várias árvores, como a Praça Centenário, Praça Dom Pedro, Praça Sinimbu, Praça dos Martírios, Praça Gogó da Ema, Corredor Vera Arruda e muitas outras. Há também o Parque Municipal de Maceió, uma reserva florestal entre os bairros do Bebedouro, Tabuleiro do Martins e Petrópolis com cerca de 82 hectares de área dentro da cidade. Lá várias espécies de árvores e animais da mata atlântica podem ser encontrados. Existem vários outros parques florestais espalhados por toda a cidade, como o Cinturão Verde no Pontal da Barra e a Reserva florestal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no bairro da Gruta de Lourdes.
Já com relação as piscinas naturais, há algum tempo atrás, havia muito lixo gerado pelos barcos-restaurantes, que serviam comida nas piscinas naturais. Denúncias anônimas diziam que os funcionários jogavam o lixo diretamente no mar, além do óleo da fritura utilizado. Os banhistas também contribuíam, pois jogavam seu lixo no mar também. Era muito comum achar sacolas plásticas e latas de cerveja na água. Mas depois dessas denúncias o governo municipal e estadual proibiram os barcos-restaurantes e declarou que um banhista flagrado jogando lixo no mar seria multado por crime contra o meio ambiente.
Nas piscinas naturais maceioenses, vivem vários tipos de peixes, esponjas e crustáceos. Também já foram encontrados moluscos, mas é muito raro encontrá-los por causa da poluição.

Relevo
O relevo do município de Maceió apresenta um predomínio de terras baixas com altitudes inferiores a 100 metros, ocorrendo, no entanto na porção norte-noroeste áreas que alcançam mais de 160 metros. A Serra da Saudinha alcança 300 metros.
Estruturalmente, são encontradas três unidades: a Planície ou Baixada Litorânea, os Tabuleiros Costeiros e o Maciço Cristalino da Saudinha.
A Planície Litorânea compreende a área de menor expressão espacial e de menor altitude, 0 a 10 metros. De origem recente (quaternária), nela predominam as formas de acumulação marinha, fluvial, fluviomarinha, fluviolacustre e eólica, representadas por terraços, pontas arenosas, restingas, cordões litorâneos, ilhas fluviomarinhas, recifes e lagunas.
Os Tabuleiros Costeiros são uma superfície de agradação composta basicamente por terrenos plio-pleistocênicos, também conhecidos como baixo planalto sedimentar costeiro. Apresenta relevo tipicamente plano com suaves ondulações e altitudes em geral inferiores a 100 metros.
Na faixa costeira, o trabalho de abrasão marinha (antes do presente), estabelecia contato direto do oceano sobre as encostas do tabuleiro deram origem às falésias fósseis, separadas atualmente do oceano por depósitos quaternários.
São cortados transversalmente por rios que correm em cursos paralelos, separados por interflúvios tabuliformes (dissecados e aplanados), formando vales e encostas fluviais, várzeas e lagunas. Destacam-se o Prataji e seus afluentes Messias ou Prata (integrante do Sistema Pratagy); Meirim e seu afluente, o Saúde; o Estiva e o Sauaçuí (divisa com Paripueira); além dos riachos: Carrapatinho, do Silva (que já abasteceu Maceió até a década de 50), Reginaldo, Jacarecica, Garça Torta, Doce. Nos baixos cursos dos rios a ação das marés dão origem a manguezais que ocorrem ao longo de todo litoral, principalmente na ilha do Lisboa e na foz dos rios Prataji, Meirim, Estiva e Sauaçuí.
No extremo norte-noroeste do município, cercado pelos Tabuleiros Costeiros, ocorre uma área de rochas cristalina (serra da Saudinha), formada por um esporão granítico, profundamente dissecados em encostas com níveis entre 160 e 300 metros, que corresponde a borda residual da porção meridional do Planalto da Borborema comandada pela referida serra, uma rede hidrográfica divergente drena suas águas diretamente para o Oceano Atlântico.

Hidrografia
Os cursos d'água, que drenam o município, apresentam-se perenes com direcionamento consequente de extensão aproximada de 12Km.35 Suas principais cabeceiras localizam-se na serra da Saudinha (rios Meirim, Saúde e Prataji) nos tabuleiros (riachos Reginaldo, Jacarecica, Doce e o rio Sauaçuí), alguns próximos à área urbana do município, nas proximidades dos conjuntos residenciais: Henrique Equelman, Moacir Andrade e do Parque Residencial Benedito Bentes I e II.
As bacias hidrográficas destes rios apresentam na sua maioria um padrão de drenagem dendrítico, tendendo a paralelo em escoamento, exorreico; formando canais distribuídos de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª ordens, cada uma recebe dos tributários de ordens inferiores. Quanto à forma de seus vales, no alto curso é marcado por vale em "V" agargantado. No médio curso assemelha se ao anterior, mas com fundo chato e margens um pouco afastadas e altas dos tabuleiros que os rodeiam. O baixo curso apresenta se na forma de uma baixada larga típica de "rias", com vale em calha, leito raso, entulhado e de foz flutuante pelas vagas que movimentam os bancos arenosos. Os riachos são paralelos, com regime de enxurradas de outono, inverno ou por chuvas ocasionais de primavera e originam se em uma estrutura monoclinal, entalhada, por ocasião dos movimentos eustáticos negativos que os levaram a tangenciar o nível do mar

Localização geográfica
Localizada na parte central da faixa litorânea do estado de Alagoas, inserida na mesorregião do Leste Alagoano e microrregião que leva seu nome, o município de Maceió estende-se entre os paralelos 09°21’31” e 09°42’49” de latitude sul e os meridiano 35°33’56” e 35°38’36” de longitude oeste, ocupando uma área de aproximadamente 511 km², o que corresponde a 1,76% do território alagoano.
Capital do estado de Alagoas, Maceió limita-se: ao norte com os municípios de Paripueira, Barra de Santo Antônio, São Luís do Quitunde, Flexeiras e Messias; ao sul, com o município de Marechal Deodoro e Oceano Atlântico; a oeste faz fronteira com Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco; a leste, com o Oceano Atlântico.

Demografia
Em 2010, a população de Maceió, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, era de 932 748 habitantes na cidade e 1 156 278 na região metropolitana, o que o tornava a maior aglomeração urbana de Alagoas. Em 2010, a densidade populacional foi estimada em 1 854,12 habitantes por quilômetro quadrado, sendo que 436 492 habitantes eram homens e 496 256 habitantes eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 932 129 da população vivem em zona urbana e 619 na zona rural. Ainda segundo o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Maceió está composta por: pardos (506 976), brancos (342 747), negros (69 689), orientais-asiáticos (10 916) e indígenas (2 420).
Segundo o World Gazetteer, Maceió ocupa a posição número 414º, com uma população de 1 210 324 habitantes.
As taxas de incremento médio anual da população foram de 2,70 por cento (2000-2006) e 2,45 por cento (1991-2000) na cidade, 2,60 por cento (2000-2006) e 2,38 por cento (1991-2000) na região metropolitana - o que indica, de modo geral, uma queda na taxa de crescimento dos demais municípios.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Maceió (ano 2000), considerado "médio" pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, é de 0,739. Considerando apenas a educação, o índice é de 0,834 (elevado), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,667 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,715 (o do país é 0,723)

Imigrantes 
Nos últimos anos, Maceió vem recebendo um grande número de imigrantes chineses. Sua única fonte de renda é o comércio de produtos a 1,99 reais ou de produtos baratos importados da China. As ruas com maior concentração de chineses são: Cincinato Pinto, Moreira Lima e Boa Vista. Segundo dados dos comercienses do Centro da cidade, em dois anos um número razoável de novas lojas onde os donos são chineses ou descendentes foram abertas.
Os lojistas temem fechar suas portas para o que eles chamam de "invasão chinesa". Os donos de lojas que atuam no mesmo segmento afirmam que não têm condições de competir com os preços baixos dos imigrantes.

Habitação e uso do espaço urbano
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem cerca de 274 059 domicílios particulares permanentes em Maceió: 213 139 são casas, 203 565 possuem abastecimento de água. Em média, 19 443 são vilas ou condomínio, 40 203 são apartamentos e 1 274 cortiços.

Indicadores socioeconômicos
O índice de educação da cidade de Maceió é de 0,834 (elevado), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,667 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,715 (o do país é 0,723). A renda per capita é de 9 894,02 reais. O coeficiente de Gini do município, que mede a desigualdade social, é de 0,68 (2000), sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 38,8. Segundo o censo de 2000, a taxa de urbanização da cidade de Maceió é de 99,75 por cento, o uso de energia elétrica é de 99,7 por cento, água encanada 90,7 por cento e coleta de lixo cerca de 93,6 por cento. A taxa de analfabetismo teve uma queda: de 24,3 por cento em 1991, passou para 18,8 por cento em 2000. A esperança de vida subiu de 63,0 por cento em 1991 para 65,0 por cento na virada do século.

Política municipal
Em Maceió, o Poder Executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor, porém, preceituam que a administração pública deve conferir à população ferramentas efetivas ao exercício da democracia participativa.
O Poder Legislativo é constituído pela câmara municipal, composta por 31 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de habitantes). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo.
Até o início de 2007, a Prefeitura Municipal de Maceió funcionou à Rua Melo Moraes, no bairro do Centro. O prédio possui um estilo neoclássico, tendo sido construído em 1919 na administração do prefeito Bel. Leonino Corrêa D`Oliveira. Está localizado na Rua Sá e Albuquerque, tradicional bairro de Jaraguá, onde também atuam os órgãos e secretarias ligadas diretamente ao gabinete.

Relações internacionais
Em 13 de maio de 2009, as cidades de Maceió e Gwangju, na Coreia do Sul, assinaram o "Tratado de Cidades Amigas", visando a troca de conhecimento técnico nas áreas de esporte, turismo, educação, cultura, artes e gastronomia. O secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Luciano Cabral, foi homenageado como, Cidadão Honorário da cidade de Gwangju, na Coreia do Sul.

Economia
O município é rico em sal-gema e tem um setor industrial diversificado (indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias), além da agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo.
Municípios próximos a Maceió, como Marechal Deodoro, Pilar e São Miguel dos Campos também têm economias parecidas, mais na parte de mineração - Gás Natural e petróleo. Alagoas é um dos maiores produtores de gás natural do Brasil.
Em 2004, o produto interno bruto da capital girava em torno de 6,7 bilhões de
reais, à época o quinto maior entre as capitais da Região Nordeste do Brasil, número significativo que mereceu destaque por ter vindo antes do "boom" do comércio e turismo em Maceió, que ocorreu com a abertura de diversos hipermercados, hotéis, de um centro de convenções e do novo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. A expectativa é de que os próximos números sejam ainda mais animadores. Em 2010, o índice de potencial de consumo da capital alagoana (0,52977) apresentava a quarta posição entre as cidades nordestinas e a vigésima posição entre todos os municípios brasileiros.
Mesmo sendo bastante urbanizada, o município possui muitas áreas desocupadas, principalmente na Zona Norte, surgindo espaço para a criação de grandes canaviais, como o que existe no bairro do Benedito Bentes.
O setor primário da economia encontra-se apoiado na monocultura da cana-de-açúcar e ocupa quase toda área rural do município. Contudo, a sua participação na produção, área colhida e economia não é considerada representativa, expressando-se em apenas 0,02 por cento do total estadual (ALAGOAS, 2002).
No litoral principalmente, e em algumas áreas isoladas dos tabuleiros e das encostas, destacam-se o coqueiro e algumas culturas de pomar como o cajueiro, a mangueira e a jaqueira.
Os dados contidos no Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 1995/1996 demonstram pouca diversificação do setor produtivo.
Com relação à utilização das terras para fins agrícolas, verifica-se um total de 17 715 hectares, onde 10 036 hectares (56,65 por cento) são lavouras permanentes e temporárias, 590 hectares (3,33 por cento) são pastagens naturais e artificiais, 4 303 hectares (24,29 por cento) são matas naturais e/ou plantadas, 2 075 hectares (11,71 por cento) são lavouras em descanso e produtivas não utilizadas e 711 hectares (4,02 por cento) são "outros" (aglomerações humanas).
A agricultura de subsistência também pode ser achada na Zona Norte, várias famílias pequenas desta localidade produzem o que consomem, em suas propriedades familiares.
As indústrias instaladas no município têm pouca representatividade e influência na economia nacional. Não obstante, a capital alagoana destaca-se, no estado, como principal centro industrial, notadamente nos setores químico, alimentício, metalúrgico e de plásticos. A cidade conta com mais de 1 280 estabelecimentos industriais.
Maceió conta com um polo cloroquímico, que abriga a maior empresa instalada no estado, a Braskem (exploradora e beneficiadora de sal-gema), e com o Distrito Industrial Luiz Cavalcante, localizados, respectivamente, nos bairros do Pontal da Barra e Tabuleiro do Martins. Recentemente reformado, o Distrito Industrial Luiz Cavalcante (agora denominado Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante) recebeu, nos últimos meses, melhorias estruturais importantes, como pórticos de entrada e de saída, 6 km de ruas pavimentadas, 4,5 km de linhas d'água e 3 km de ciclovia, o que fez aumentar o interesse de diversas empresas em instalar-se na localidade. Diversos estabelecimentos industriais já estão ampliando ou construindo novas unidades na área.
Apesar de ter sofrido graves crises no início da década de 2000, tanto pela recessão impregnada no país, como pela ausência de riquezas geradas e empregadas na capital advindas da agropecuária e de indústrias, o comércio de Maceió passa por um grande momento desde 2005. Diversos estabelecimentos vêm sendo abertos ou ampliados na cidade, como hotéis, restaurantes, hipermercados, atacadistas e shopping centers.
Como na maioria das grandes cidades brasileiras, percebe-se um crescimento significativo, nos últimos anos, em Maceió, de um "quarto setor" produtivo: o comércio informal, ainda não devidamente regulamentado.

Turismo
Outro ponto forte na economia do município é o turismo. Maceió possui um grande potencial de atrair turistas devido às suas belezas naturais e grande diversidade cultural. Ademais, Maceió oferece várias opções de lazer e espaços modernos para negócios, tais como o novo Centro Cultural e de Exposições de Maceió, no bairro de Jaraguá. Em setembro de 2005, foi inaugurado o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, um dos mais modernos do Brasil. O bairro de Jaraguá foi muito frequentado durante o fim dos anos 90, com grandes investimentos da prefeitura de Maceió. Hoje em dia, o Jaraguá é um bairro comercial, dotado de bancos, museus e faculdades.
O Nordeste Invest, evento de investimentos turísticos e imobiliários de âmbito internacional, aconteceu em Maceió nas edições dos anos de 2006 e 2009.
No ano de 2011 e início de 2012, os hotéis no município estavam com 100 por cento de ocupação. Com o projeto Viva Verão da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer em parceria com o Serviço Social do Comércio, pretende-se realizar atividades esportivas e de lazer, incentivando o turismo e o esporte.
A temporada de cruzeiros 2011/2012 em Maceió começou em novembro de 2011 e se estendeu até março de 2011, trazendo cerca de 100 mil cruzeiristas em toda a temporada. Maceió recebeu os transatlânticos Costa Fortuna, Costa Mágica, Costa Pacífica, Grand Celebration, Grand Holiday, Grand Mistral, MSC Música, MSC Orchestra, Ocean Dream, Splendour Of The Seas, Crystal Synphony, Artania e o Victoria, sendo um recorde para a cidade. Em 2011, foram apenas sete navios para a cidade.

Planejamento urbano
As sucessivas administrações municipais não têm conseguido superar as limitações estruturais, de ordem administrativa e financeira, para realizar investimentos na qualificação e adequação do espaço urbano, os maiores investimentos estão voltados as regiões litorâneas áreas de maior interesse turístico e nos pontos de maior fluxo de pedestres. Planos ligados ao urbanismo e ao planejamento urbano que foram traçados na administrações de Cicero Almeida. Porém, de uma forma geral, a cidade constituiu-se ao longo do século XX, saltando de vila à cidade regional A, por meio de uma série de processos informais ou irregulares de expansão urbana. Desta forma, Maceió difere consideravelmente de cidades brasileiras como Belo Horizonte e Goiânia, cuja expansão inicial seguiu determinações de um plano e de um projeto urbano original, ou de uma cidade como Brasília, cujo plano piloto fora inteiramente desenhado previamente à construção da cidade.
Muitos estudiosos e urbanistas alegam que tais planos foram produzidos visando o benefício exclusivo das camadas mais abastadas da população, enquanto as camadas populares ficariam relegadas aos processos informais tradicionais

Mobilidade urbana e acessibilidade
A cidade de Maceió sofre um problema comum a outras grandes: o grande congestionamento de carros em suas principais vias. O transporte coletivo, no entanto, representa um papel fundamental no dia a dia da cidade. Maceió conta com uma frota de cerca de 1 502 mil unidades entre ônibus comuns e micro-ônibus. Apesar disso, grande parte dos usuários queixa-se da falta de melhores condições dos ônibus em circulação na capital. As empresas de ônibus permissionárias em Maceió são: Real Alagoas, Piedade, Cidade de Maceió, Massayó, São Francisco, Veleiro e Tropical.
Os trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos são de maioria antiga assim como alguns vagões, mas hoje o VLT de Maceió, possui um papel importante para o município, passagem, comparada com a de ônibus, é barata e liga o centro de Maceió até Rio Largo, passando pelos bairros históricos de Bebedouro e de Fernão Velho, bem como pelo município de Satuba.
O sistema viário do município é notadamente heterogêneo, especialmente do ponto de vista rodoviário. A cidade é cortada por três grandes vias que têm papel estruturador: a Fernandes Lima, a Durval de Góes Monteiro BR-104 e a Avenida Menino Marcelo BR-316. Estas três "artérias" são consideradas as principais vias estruturais (ou vias expressas) do município.
A cidade possuí uma frota de 206 469 veículos em 2010. O congestionamento de veículos na cidade é recorrente aos horários de pico.
Apesar de só existirem três ciclovias na cidade, uma na beira-mar, outra no polo multissetorial e outra na orla lagunar, a maioria dos moradores da periferia se dirige ao trabalho por meio de bicicletas, andando junto aos carros em vias arteriais como a avenida Fernandes Lima e a Via Expressa. São registrados vários acidentes diários com ciclistas, alguns fatais. A questão da ciclovia também é tratada no plano diretor, que prevê a construção de várias delas entre as principais avenidas da cidade.
O Plano de Mobilidade Urbana da Cidade de Maceió do Estatuto das Cidades, Lei 10 257/2001, estuda e planeja projetos e legislações voltados para o campo da mobilidade urbana e da acessibilidade na cidade de Maceió. O Plano Setorial de Transporte não Motorizado foi desenvolvido para valorizar e contabilizar a população que desloca se a pé ou de bicicleta na cidade. Cerca de 34,3 por cento da população utiliza estes meios. Outros projetos estão sendo propostos, como o Projeto de Lei para Calçadas e Travessias, que dá prioridade para os pedestres.
Muitos trabalhadores na cidade ainda utilizam a bicicleta como meio de transporte, devido a sua praticidade e baixo custo, para aliviar o orçamento doméstico, por muitas vezes circulando entre veículos, de forma arriscada. Devido aos acidentes, a prefeitura prevê a construção de ciclovias entre as principais avenidas da cidade. Os bairros com maior concentração de bicicletas são Clima Bom, Tabuleiro do Martins, Benedito Bentes, Fernão Velho, Centro, Vergel do Lago, Trapiche da Barra, Mangabeiras e Jacintinho.
Outro problema do transporte urbano em Maceió são os táxis-lotação, que não pagam impostos e concorrem diretamente com as empresas de ônibus, cobram o mesmo preço e aceitam vale-transporte. A atividade é ilegal, mas ainda assim é bastante praticada e aceita pela maioria da população, principalmente pela rapidez no deslocamento comparado ao ônibus.
Não é difícil encontrar táxis na cidade (há cerca de 3 000 táxis habilitados), mas a
tarifa é uma das mais caras do Brasil. Ao entrar no táxi, já se paga três reais, e a maioria da frota é associada a empresas que, na sua maioria, atendem ao cliente via telefone. A maioria dos táxis da cidade está em condição boa ou ótima, devido às facilidades para compra de veículos novos, por parte das vendedoras de automóveis. Linhas especiais de táxi servem o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.
O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, conta com um sistema de co-geração de energia e capacidade para 4,6 milhões de passageiros por ano. O aeroporto foi construído com recursos da Infraero, Governo Federal e Governo Estadual. Os destinos diários diretos (sem escala/conexão) saindo da capital alagoana são: Belo Horizonte (CNF), Fernando de Noronha (FEN), Recife (REC), Salvador (SSA), Aracaju (AJU), Vitória (VIX), São Paulo (GRU), Brasília (BSB), Rio de Janeiro (GIG), Campinas (VCP) e Paulo Afonso (PVA). Além disso, o aeroporto está plenamente habilitado para operar voos internacionais, o que acontece com maior frequência na temporada de verão. Em 2009, apresentou movimento de mais de 1 milhão passageiros, dos quais mais de 22.000 provenientes de voos internacionais vindo da Itália, Argentina, Chile, Alemanha, Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha entre outros países.
O Porto de Jaraguá, ou Porto de Maceió, está localizado no bairro de Jaraguá, entre as praias de Pajuçara e Avenida. É administrado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte - CODERN por meio da Administração do Porto de Maceió (ADPM) e tem o maior terminal açucareiro do mundo, além de ser um dos mais movimentados do Nordeste. O porto conta com um arado capaz de operar navios das frotas mais modernas do mundo, do tipo pós-panamax, com cerca de 200 metros de comprimento. Em 2006, o movimento acumulado foi de mais de 3,6 milhões de toneladas.

Transporte público
Os sistemas de transporte público também apresentam certa heterogeneidade e, eventualmente, alguma contraditoriedade. São comuns críticas ao sistema no sentido de que os vários sistemas que o compõem não respondem a uma mesma autoridade de planejamento.
Existe um sistema semi-integrado de transporte, constituído por três Terminais de Integração: um localizado no bairro Benedito Bentes, o outro no Conjunto Residencial Colina dos Eucaliptos no bairro do Tabuleiro do Martins e o último no bairro da Rotary. Na prática, a maioria das pessoas que moram longe do trabalho acaba por pagar duas ou mais passagens.
O valor da passagem é alto e incompatível com a qualidade do serviço, R$2,50 (dois reais e cinquenta centavos),já que a frota de ônibus é insuficiente.

Infraestrutura urbana
Infraestrutura é um conjunto de elementos essenciais para o desenvolvimento de qualquer cidade. Redes bem estruturadas de água, esgoto, eletricidade, drenagem, comunicação e transporte são imprescindíveis para a melhora na qualidade de vida da população de um município. Com a cidade em grande crescimento distribuir esses recursos a toda população é um enorme desafio. A cidade de Maceió vem conseguindo grandes avanços, aumentando a área de cobertura de suas redes de esgoto e água, mas uma parte da população, especificamente a de baixa renda, ainda não conta com recursos básicos de infraestrutura.
Passando de uma população de 27 703 pessoas em 1872 para 943 110 em 2011, este crescimento trouxe como consequência inúmeros problemas para a cidade. Maceió é praticamente toda servida pela rede de abastecimento de água potável com água encanada 90,7%. Segundo dados a rede elétrica atende 99,7% das residências. A coleta de lixo domiciliar cobre todas as regiões do município mas ainda é insuficiente, atingindo cerca de 93,6% da demanda.
Maceió é o principal centro médico de Alagoas e um dos mais importantes da Região Nordeste do Brasil. Existem cerca de 124 estabelecimentos de saúde em Maceió, destes, 37 são públicos e 87 são privados, dos 37 públicos 9 têm internação e dos 87 privados, 29 têm internação. São, aproximadamente, 3.698 leitos, dos quais 3.117 são disponíveis ao Sistema Único de Saúde.

Educação e ciência
A cidade de Maceió tem um sistema de ensino primário e secundário, público e privado. Com 325 estabelecimentos de ensino fundamental 174 unidades pré-escolares, 116 escolas de nível médio. Ao total, são 201 202 matrículas e 690 848 docentes registrados.
O IDH-E do município atingiu em 2000 a marca de 0,834 – patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
72 ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística teve uma queda, de 24,3 por cento em 1991 para 18,8 por cento em 2000.
Tomando por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2009, Maceió obteve a vigésima quinta entre as capitais brasileiras no fundamental I e a vigésima sétima colocação no fundamental II.  Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio de 2011 das dez melhores instituições de ensino de Maceió, somente uma é pública, que é o Instituto Federal de Alagoas - IFAL, obtendo a quinta colocação.
Entre as muitas instituições de ensino superior, podem-se destacar a Universidade Federal de Alagoas, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas e Universidade Estadual de Alagoas. O município também possui universidades particulares de grande reputação como Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC).

Comunicação
A cidade possui diversos meios de comunicação, nos serviços de internet é oferecida pelas operadoras Oi, NET, Big e JET. No serviço de telefonia fixa, é oferecido pelas operadoras Oi, Claro, NET e a possível vinda da empresa GVT. No setor de tevês por assinatura, estão presentes SKY, Claro TV, Big TV, NET, JET TV e Oi TV.
A cidade é o centro da comunicação do estado: é sede das maiores jornais impressos e on-line, como Jornal Gazeta de Alagoas pertencente à Organização Arnon de Mello, Primeira edição, Tudo na hora entre outros. Além disso grande parte das emissoras abertas de televisão do estado estão localizadas em Maceió como, TV Alagoas, TV Gazeta Alagoas, TV Pajuçara, TV Farol, TV Massayó, TV Cidade e TV Maceió uma por assinatura, TV Maceió. No dia 29 de novembro de 2010, a TV Digital foi implantada no estado, inicialmente na cidade de Maceió.

Cultura
Maceió tem uma cultura marcante, representada principalmente pelo seu rico folclore, além, claro, de seus artistas, escritores e músicos tal qual Djavan, Hermeto Pascoal, Graciliano Ramos, Jorge de Lima. Dentre as manifestações folclóricas há os folguedos, tais como: Caboclinho, Carvalhada, Chegança, Coco Alagoano, Festa de Reis, Guerreiro, Pastoril, Reisado, Quilombo, Zabumba, e, também, o artesanato representado pelo filé e pela cerâmica que encanta a todos por sua criatividade, originalidade e beleza.
A cidade conta com vários locais de comercialização de sua cultura e artesanato,Maceió em 2002 foi escolhida como a capital da cultura,como a Feirinha da Pajuçara, Feirinha do Mercado e o Cheiro da Terra, este que após um incêndio em dezembro de 2005, foi transferido da Jatiúca, para a Ponta Verde e agora está localizado em Jaraguá, com o nome de Artesanato dos Guerreiros, na Praça Visconde de Sinimbu.
Em 2002 foi a Capital Americana da Cultura, a primeira cidade do Brasil selecionada.

Música
O município possui grandes eventos da música como o extinto Maceió Fest, evento carnavalesco mais conhecido de Maceió, e, hoje, o Maceió Music Festival, que, em seu primeiro dia, vendeu mil ingressos em sete horas. Com uma proposta inédita, Maceió Music Festival foi criado para inserir Alagoas no calendário dos importantes eventos nacionais.
Existem também festivais de música alternativa como: Festival Maionese, Grito Rock, Festival LAB, InTR3Sessões e Natal Oblíquo. O Festival Maionese, criado em 2005, acontece todo ano com bandas locais e nacionais de música alternativa independente.

Esportes
O município possui um dos mais famosos estádios do Brasil, o Estádio Rei Pelé, conhecido popularmente como "Trapichão", com capacidade para 20 mil torcedores, com uma infraestrutura completa para futebol, atletismo e transmissão de jogos por tevê ou rádio. Atualmente, Maceió tem dois grandes times de futebol: o Centro Sportivo Alagoano, com o maior número de títulos do Campeonato Alagoano de Futebol profissional (37 títulos), com sede no bairro do Mutange; e o Clube de Regatas Brasil (possui 27 títulos), que representa o estado na Série C 2014, com sede no bairro da Pajuçara.
Quando estes dois times se encontram, acontece o "clássico das multidões", como é conhecido o maior clássico do futebol alagoano. Evento este que movimenta a cidade durante a semana que antecede a partida e para a mesma quando o dia do jogo chega.
Além do futebol, Maceió realizou em 2011 a I Paraolimpíada de Maceió, cujo seu objetivo é reunir os atletas portadores de alguma necessidade especial, incentivando a prática de exercícios físicos, a abertura ocorreu no Ginásio Tenente Madalena, no bairro da Cambona, a olimpíada é apoiada pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.
Outros esportes se destacam na cidade, como o rugby, onde a equipe Cães da Areia Rugby Clube conquistou o segundo e o terceiro lugar no Nordeste Sevens em 2008 e terceiro lugar no Campeonato Nordestino de Rugby em 2009 a natação, atletismo, ciclismo, surf também são muito praticados na cidade.